É Samba na Veia, É Candeia

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A vida e a obra de Candeia, um dos maiores compositores da música brasileira, são retratadas no musical “É Samba na Veia, É Candeia“. A estreia acontece na quarta-feira, dia 18 de outubro, às 21h, no Teatro Oficina Uzyna Uzona. O musical fica em cartaz até o dia 9 de novembro. As exibições acontecem  às quartas e quintas-feiras, sempre às 21h. Os ingressos custam R$40 e R$20 (meia-entrada).

Com direção geral de Leonardo Karasek, produção executiva e artística de Rita Teles e texto de Eduardo Rieche, “É Samba na veia, é Candeia” conta a trajetória de Antônio Candeia Filho, mais conhecido como Candeia, um popular sambista portelense.

Frequentador das rodas de samba e choro organizadas por seu pai, flautista, amigo de ícones como Paulo da Portela e grande apreciador da música, Candeia começou cedo no samba. Ao longo do tempo, aprendeu a tocar violão, cavaquinho e a jogar capoeira. A cultura afro-brasileira penetrava em sua vida de uma forma especial, forjando aos poucos um líder de resistência.

Aos 18 anos, compôs com Altair Prego o seu primeiro enredo, destinado à Portela. No desfile daquele ano, em 1953, a escola obteve pela primeira vez a nota máxima em todos os quesitos do desfile.

Embora tivesse o pé no samba, fundando inclusive o grupo Mensageiros do Samba, Candeia também era policial – carreira que lhe custou o movimento das pernas, paralisadas após levar um tiro na espinha.

“Pintura sem arte”, “Peso dos anos” e “Eterna paz” são alguns exemplos de suas composições que retratavam a sua dor depois do acidente. A paralisia mudou sua vida, levando-o a reclusão. Contudo, o amor verdadeiro à música e a insistência dos amigos foram mais fortes. Conectado às suas raizes, Candeia renasceu crítico como nunca.

Em 1975, funda a Escola de Samba Quilombo com a intenção de fugir dos padrões que as escolas vinham assumindo e de criar uma expressão autêntica do samba. Para Candeia, o gênero havia se tornado um mero coadjuvante dos desfiles em vista dos novos valores que regiam o Carnaval.

O sambista até chegou a documentar seu descontentamento com a Portela, sua escola de coração, em uma carta na qual sugeria mudanças. Abominava que a cultura da escola de samba fosse colocada em segundo plano em detrimento dos chamados “carnavalescos” – artistas de telenovelas, artistas plásticos, cenógrafos, coreógrafos e figurinistas profissionais. Por isso, segundo ele, fez de sua nova escola o que um dia a Portela tinha sido.

Considerado um dos maiores sambistas do Brasil, Candeia será lembrado pela utilização do samba como instrumento resistência cultural da população negra do subúrbio carioca e a sua maneira singular de compor sobre os amores, sem perder a possibilidade de contestar males sociais como o racismo e a discriminação social.

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Para ajudar a custear as apresentações, os organizadores estão promovendo uma campanha de financiamento coletivo. Saiba mais!

FICHA TÉCNICA

Texto: Eduardo Rieche
Direção: Leonardo Karasek
Direção Musical: Edinho Carvalho e Abel Luiz
Preparação Vocal: Daisy Cordeiro
Arranjos: Abel Luiz
Coreografia: Jefferson Brito
Produção: Leonardo Karasek e Núcleo Coletivo das Artes Produções
Assistente de Direção: Augusto Vieira
Figurino: Gabriela Rocha
Cenário: Raifah Monteiro
Iluminação: Luana Della Crist
Planejamento de Som: Felipe Gatti e Pedro Romão
Ilustração: Bruno Will
Fotos: Osmar Moura
Criação Gráfica: Zeca Dâmaso
Divulgação Digital: Eduardo Araújo
Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação

Elenco:
Rita Teles
Jefferson Brito
Marcelo Dalourzi
Denise Aires
Suelen Ribeiro
Sueli Vargas
Jose Nelson Junior
Wallace Andrade
Leo Dias
Jair de Oliveira
Danilo Ramos
Jojo Brown-ie Souza
Viviane Clara

Músicos:
Didi Carvalho
Edinho Carvalho
Danilo Ramos
Leo Dias
Marcelo Glick
Hosana Meira
Jader Morelo
Eder Ventura
Ocimar Dias
Marlene Oliveira
David Silveira
Brito da Cuíca
Ronaldo Nunes
Jefferson Motta

Performance: Dan Rodrigo

17 de fevereiro a 18 de março
Sábados (20h) e domingos (19h)

Ingressos antecipados:
– venda digital: www.sympla.com.br
– venda física: Boutique do Carnaval – SP (R. Br. de Itapetininga, 88 – Centro – SP – horário comercial)

Teatro Oficina
Rua Jaceguai, 520
Próximo à Pça. Pérola Byington
Bixiga, São Paulo

Músicas Executadas:
– Nova Escola (Candeia)
– Zé Tambozeiro (Candeia/Vadinho)
– Me Alucina (Candeia/Wilson Moreira)
– Samba da Antiga (Candeia)
– Peixeiro Granfino (Candeia)
– Paixão, Segundo Eu (Candeia)
– Foi Ela (Candeia)
– Falsas Juras (Candeia/Casquinha)
– O Último Bloco (Candeia)
– Pintura sem Arte (Candeia)
– Saudade (Candeia/Artur Poerner)
– Meu Dinheiro Não Dá (Candeia/Catoni)
– Filosofia do Samba (Candeia)
– Não Vem (Candeia)
– Seis Datas Magnas (Candeia)
– O Ideal É Competir (Candeia/Casquinha)
– Profecia (Candeia)
– Regresso (Candeia)
– Preciso Me Encontrar (Candeia)
– De Qualquer Maneira (Candeia)
– Sinhá Dona da Casa (Candeia/Netinho)
– A Flor E O Samba (Candeia)
– Mar Serenou (Candeia)
– Dia de Graça (Candeia)
– Ao Povo em Forma de Arte (Wilson Moreira/Nei Lopes)
– Olha Hora Maria (Candeia)
– Testamento de Partideiro (Candeia)
– Riquezas do Brasil (Candeia)

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