Unidos de Vila Isabel

Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel (ou simplesmente Unidos de Vila Isabel) é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade Rio de Janeiro. Atualmente está sediada no Boulevard 28 de setembro, no bairro Vila Isabel.

Foi campeã do Grupo Especial do Carnaval em 1988, 2006 e 2013.

A Vila Isabel possui uma quadra moderna que foi construída pelo Presidente Wilson Moisés, sendo a segunda maior quadra entre todas as escolas de samba do Rio de Janeiro, só ficando atrás apenas da quadra da Mocidade Independente, que tem 33 mil metros quadrados. A quadra da Vila tem capacidade para 11.000 pessoas em 4.000 metros quadrados de área construída, seu palco tem 300 metros quadrados. Há camarotes luxuosos que são frequentados por ricos, famosos e diretores da escola. No local costumam ocorrer shows de grandes artistas e bandas pertencentes ao projeto “Casa de Bamba”.

Em seu brasão há a coroa da Princesa Isabel, aonde figuram na parte de cima um resplendor com uma fita azul aonde se encontram as iniciais da agremiação (GRESUVI), e na parte de baixo, se vêem uma clave de sol, um pandeiro e a pena de Noel Rosa.

Fundação 4 de abril de 1946
Escola-madrinha Portela 
Cores

Azul

Branco

Símbolo Coroa
Bairro Vila Isabel
Presidente Fernando Fernandes
Presidente de honra Martinho da Vila
Carnavalesco Edson Pereira
Intérprete oficial Tinga
Diretor de carnaval Moisés Carvalho
Diretor de harmonia Marcelinho Emoção
Diretor de bateria Macaco Branco
Rainha da bateria Sabrina Sato
Princesa da bateria Dandara Oliveira
Mestre-sala e porta-bandeira Raphael Rodrigues e Denadir Garcia
Coreógrafo Patrick Carvalho
Desfile de 2019
Site oficial
www.unidosdevilaisabel.com.br/

 

Lugar de origem

A Estátua de Noel Rosa, o “poeta da Vila” (à esquerda) e a calçada musical no Boulevard 28 de Setembro (à direita) exprimem a musicalidade e a boemia do bairro que é berço da escola.

Vila Isabel, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro é o bairro de origem da Unidos de Vila Isabel. A escola de samba teve sua primeira sede na entrada do Morro dos Macacos, e em seus primeiros carnavais, a maioria de seus componentes eram moradores da comunidade. Ao longo dos anos, e com a construção de sua quadra no Boulevard 28 de Setembro, principal via do bairro, a escola de samba conquistou também os demais moradores de Vila Isabel.

A região de Vila Isabel fazia parte da Fazenda do Macaco, quando foi doada por Dom Pedro I à sua segunda esposa, a Imperatriz Amélia de Leuchtenberg. Com a ida de Pedro e Amélia para Portugal, a fazenda ficou abandonada, sendo atingida pela epidemia de cólera-morbus, que assolou o Império do Brasil em meados do Século XIX. Em 3 de janeiro de 1872 (considerada a data de fundação do bairro), João Batista Viana Drummond comprou, por 120 contos de réis, as terras da Imperial Quinta do Macaco. O empresário decidiu lotear e urbanizar a área, com inspiração na arquitetura de Paris. Para esse fim, fundou em 22 de Outubro de 1873, em parceria com o médico Visconde de Silva, o Barão de São Francisco Filho, o vereador Bezerra de Menezes e Temístocles Petrocochino, a Companhia Arquitetônica de Vila Isabel. O projeto, de responsabilidade do engenheiro Francisco Joaquim Béthencourt da Silva, previa a abertura de 13 ruas que partiriam do Boulevard 28 de Setembro, criando o primeiro bairro planejado da cidade. O nome Vila Isabel foi escolhido em homenagem à Princesa Isabel, enquanto que o Boulevard 28 de Setembro recebeu esse nome em referência à data de assinatura da Lei do Ventre Livre.

Vila Isabel é o berço de personalidades como Orestes Barbosa, Braguinha, Almirante e Noel Rosa (imortalizado como “o poeta da Vila”). Com seus bares e biroscas, o bairro tornou-se ponto de encontro de músicos e artistas, adquirindo a fama de bairro boêmio. No início do Século XX, o carnaval em Vila Isabel era brincado com as batalhas de confete e os blocos carnavalescos, dentre eles, o Cara de Vaca, o Vermelho e Branco, o Vassourinhas (bloco de frevo) e o Faz Vergonha (frequentado por Noel Rosa). A Unidos de Vila Isabel homenageou o bairro nos desfiles de 1982 (“Noel Rosa e os poetas da Vila nas batalhas do Boulevard”) e 1994 (“Muito prazer! Isabel de Bragança ou Drumond Rosa da Silva, mas pode me chamar de Vila”).

Fundação

Antônio Fernandes da Silveira, conhecido como Seu China por ter “olhos puxados”, apesar não ter descendência oriental, foi o mentor da Unidos de Vila Isabel. Seu China era pintor e residia no Morro do Salgueiro, onde fundou o Bloco Verde e Branco, que mais tarde originou a escola de samba Depois Eu Digo. Também frequentava a escola Azul e Branco do Salgueiro, que depois deu origem à Acadêmicos do Salgueiro. Em 1945, Seu China se mudou para o Morro dos Macacos. Entrando em contato com o carnaval de Vila Isabel, era convidado a participar de blocos carnavalescos, porém, recusava os convites. Achava que o bairro de Noel Rosa merecia ter uma escola de samba.

No domingo de carnaval do ano de 1946, Seu China conversava com um grupo de amigos em um bar, situado na Praça Barão de Drummond, na esquina com a Rua Barão de São Francisco, enquanto desfilava por ali o Bloco Acadêmicos da Vila, agremiação do Morro do Pau da Bandeira, de cores vermelho e branco. Chamou a atenção de Seu China a maneira organizada do bloco desfilar, com os componentes fantasiados e cercados por uma corda, parecendo uma “mini escola de samba”. A partir de então, teve a ideia de fundar a primeira escola de samba de Vila Isabel. China solicitou ao menino José Ferreira Leite, de então 15 anos, que verificasse qual documentação era necessária para o registro da nova agremiação. Também levou os foliões de Vila Isabel para assistir ao desfile da Azul e Branco do Salgueiro, na Praça Onze. Após o carnaval de 1946, Seu China se reuniu com os componentes do Acadêmicos da Vila, que aceitaram a ideia de fundar uma escola de samba. O grupo também recebeu o apoio do bloco de Dona Maria Tataia, e dos times de futebol Unidos da Vila e Vila Isabel Futebol Clube.

A Unidos de Vila Isabel foi fundada em 4 de abril de 1946, no quintal da casa de Seu China, na Rua Senador Nabuco, número 248, casa 3, na subida do Morro dos Macacos, onde funcionou a primeira sede da agremiação. A escola foi fundada por Antônio Fernandes da Silveira (Seu China); Aílton Cléber da Silva; Antonio Rodrigues (Tuninho Carpinteiro); Ari Barbosa; Cesso da Silva; Joaquim José Rodrigues (Quinzinho); Osmar Mariano; Paulo Gomes de Aquino (Paulo Brazão); e Servan Heitor de Carvalho. Também participaram da fundação: José Ferreira Leite; Djalma Fernandes da Silveira (Filho de Seu China; também conhecido como Djalma Sapo); Dulcinéia Gomes de Aquino (irmã de Paulo Brazão, foi a primeira diretora da Ala das Baianas); Peti (uma das primeiras baianas da escola); Enock (conhecido como carioca); entre outros sambistas e foliões da região. Cada um dos fundadores foi escolhido para exercer uma função na diretoria da nova agremiação: Seu China foi o primeiro presidente; Paulo Brazão foi diretor de harmonia, diretor geral, e compositor dos primeiros sambas da escola; Osmar Mariano era diretor de bateria; Antonio Rodrigues, o tesoureiro; Ari Barbosa, o secretário; Joaquim José Rodrigues, o procurador; e José Ferreira Leite era o representante da agremiação na União Geral das Escolas de Samba do Brasil. Tião Arroz foi o primeiro mestre-sala; Raquel Amaral foi a primeira porta-bandeira; e Célia Fernandes de Souza, a primeira rainha da agremiação. No dia 27 de dezembro de 1946, a Unidos de Vila Isabel foi filiada à União Geral das Escolas de Samba do Brasil, conquistando o direito de disputar o campeonato do carnaval do ano seguinte.

Nome, símbolo, cores e escola-madrinha

O nome “Unidos de Vila Isabel” faz referência ao bairro de origem da agremiação. Não se sabe, porém, de quem foi a ideia do nome. A escola tem como símbolo uma coroa, em referência à Princesa Isabel. Suas cores oficiais são o branco e o azul, sendo que a Vila adota o tom de azul-celeste. As cores foram escolhidas em homenagem à Azul e Branco do Salgueiro, escola frequentada por Seu China anteriormente. A Azul e Branco também foi responsável por batizar a Unidos de Vila Isabel, antes de ser extinta, em 5 de março de 1953, quando se uniu à Depois Eu Digo para fundar a Acadêmicos do Salgueiro. Posteriormente, a Vila foi rebatizada pela Portela, que ganhou o título de escola-madrinha.

Bandeira e brasão

A bandeira da escola possui 16 raios de cores intercaladas, 8 brancos e 8 azul-celeste, partindo do centro em direção às extremidades do pavilhão, que tem forma retangular. O modelo, com raios partindo de um círculo, lembrando o nascer do sol, tem formação semelhante à Bandeira do Sol Nascente, e é adotado pela maioria das escolas de samba. No centro da bandeira, de onde partem os raios, localiza-se o emblema da agremiação. O emblema possui dois círculos concêntricos; no círculo de fora, está inscrito o nome da escola; no círculo de dentro, está o brasão da agremiação. Acima do emblema, estrelas douradas representam o número de campeonatos da escola, sendo uma estrela para cada título. Abaixo do brasão, está a inscrições do ano de confecção da bandeira.

O brasão da Unidos de Vila Isabel possui diversos símbolos, repletos de significados. Consiste em um escudo encimado pela coroa da Princesa Isabel, o símbolo da escola. Na metade de cima do escudo, há o desenho de um sol nascendo encimado por uma faixa azul com a inscrição “GRESUVI” (Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel) e um resplendor sobre os dois. Esta primeira parte representa o nascimento da escola de samba. Na metade de baixo do escudo, há a figura de três símbolos: uma clave de sol, representado a música em geral; um pandeiro, representando o samba; e uma pena de ave, utilizada na antiguidade para escrever, simbolizando o ato de compor. Não se sabe quem montou a bandeira e o brasão da escola, nem como se deu a escolha.

História

A casa de “China”, primeiro presidente da escola, serviu até 1958 como sede administrativa da agremiação. Os ensaios eram realizados no Campo do Andaraí. O primeiro enredo da Vila, De Escrava a Rainha, contou com apenas 100 componentes desfilando na Praça Onze: 27 ritmistas, 13 baianas e mais 50 pessoas. Paulo Brazão, um dos fundadores da escola, foi um dos maiores ganhadores de samba-enredo da Vila Isabel, em 1960, a escola ficou em primeiro lugar no Grupo 3, com o enredo Poeta dos Escravos.

Uma das figuras mais conhecidas da escola é, sem dúvida, Martinho da Vila. Sua entrada na agremiação aconteceu em 1965: ele fazia parte da Escola de Samba Aprendizes da Boca do Mato e já estava partindo para o Império Serrano, quando surgiu o convite para integrar a ala de compositores da Vila Isabel. Na nova escola, Martinho reestruturou a forma de compor sambas de enredo, com a introdução de letras e melodias mais suaves, emplacando 4 sambas consecutivamente. No carnaval de 1967, Martinho da Vila compôs Carnaval de Ilusões, em 1968 Quatro Séculos de Modas e Costumes, em 1969, Iaiá do Cais Dourado e em 1970, Glórias Gaúchas.

Em 1979, a Vila saiu vitoriosa do Grupo 1B, com um enredo feito por Yêdda Pinheiro, falando sobre Os dourados anos de Carlos Machado. Foi a primeira vez que uma escola homenageou um vulto da cultura ainda vivo. Hoje é lugar comum, mas esta foi a primeira vez em que isto foi feito.

No grupo especial, a Vila Isabel conquistou seu primeiro campeonato apenas em 1988, desfile do samba-enredo Kizomba, a festa da raça. O desfile marcou a passarela do samba, por abusar de materiais alternativos, como a palha e sisal, e pela garra dos componentes da escola. Para muitos que seguem os desfiles este é considerado um dos maiores desfiles de todos os tempos.Infelizmente, devido a um grave temporal, que deixou a cidade do Rio de Janeiro em estado de calamidade pública, o Desfile das Campeãs não foi realizado.

Após a vitória de 1988, a escola ainda conseguiu uma boa colocação com Direito é Direito, em 1989 (4º lugar), nesse ano, foi marcante a comissão de frente formada por mulheres grávidas. Mas na década de 1990, a escola alternou entre a 7ª e a 12ª colocação. Em 2000, no entanto, a Vila Isabel ficou na 13ª colocação, sendo rebaixada para o Grupo de Acesso. Em 2002, com um enredo sobre Nilton Santos a Vila deixou de subir ao Grupo Especial por engano de um julgador, que trocou a nota 10 que seria dada à Vila por uma nota menor, que seria dada à União da Ilha. Com isso, a Acadêmicos de Santa Cruz, sagrou-se campeã.

Em 2004, com um enredo sobre a cidade de Paraty, a Vila retorna ao especial, sagrando-se campeã do Grupo de Acesso.[26] Em 2005 tendo Joãosinho Trinta à frente, que vítima de um derrame cerebral não pode continuar os trabalhos a Vila trouxe um enredo sobre navios que lhe deu a 10ª colocação.

Em 2006, a Vila Isabel levou para a avenida o enredo “Soy loco por ti América – A vila canta a latinidade”, do carnavalesco Alexandre Louzada e conseguiu seu segundo título, depois de muito sofrimento na apuração. Com um contagiante refrão, o samba-enredo da Vila Isabel foi um dos que mais fizeram as arquibancadas cantarem e, curiosamente, foi o que determinou o título. A empresa PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, financiou o carnaval da Vila Isabel com uma doação de R$ 900 mil. Entretanto, segundo reportagem do “Jornal do Brasil” de 3 de março de 2006, autoridades venezuelanas estavam investigando o patrocínio e seu verdadeiro valor, pois há versões de que o montante ficou entre US$ 450 mil e US$ 2 milhões. O matutino venezuelano Reporte noticiou em sua capa que mais de 500 pessoas viajaram ao Rio de Janeiro com todas as despesas pagas pela PDVSA para participar do desfile da Vila Isabel. Em 2007, com enredo falando sobre as Metamorfoses, de Cid Carvalho, que estreava carreira-solo, terminando na 6ª posição.

No carnaval de 2008, falando sobre os Trabalhadores do Brasil, a Vila vem com um desfile rico e visualmente perfeito. No entanto, um erro de manobra do último carro prejudicou a escola de Noel, mas não tiraram o brilho da Miss Brasil 2007 Natália Guimarães que assumiu o posto de madrinha de bateria

No carnaval de 2009, a Vila falou sobre o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o enredo “Neste Palco da Folia, Minha Vila Anuncia: Theatro Municipal, a Centenária Maravilha”, de autoria do carnavalesco Alex de Souza, que em parceria com o polêmico Paulo Barros, terminou na 4º colocação.

No carnaval de 2010, a Vila falou sobre o centenário de Noel Rosa, com o enredo “Noel: a presença do poeta da Vila”, do carnavalesco Alex de Souza. Para este carnaval, contou com um samba composto por Martinho da Vila, o que não acontecia desde 1993, além das estreias de Mestre Átila, como diretor de bateria e a presença de Gracyanne Barbosa como rainha de bateria. No entanto, a escola que lutava por mais um título, terminou na mesma colocação do ano anterior.

Meses após o carnaval, seu presidente na época, Wilson Vieira Alves (mais conhecido como “Moisés”), foi preso durante a Operação Alvará, após ser acusado de liderar a máfia ligada a exploração de caça-níqueis em Niterói e São Gonçalo. Com sua prisão, assumiu interinamente a direção da escola seu filho Wilsinho, que acumulava também o cargo de superintendente.

No Carnaval de 2011, a escola apresenta um enredo sobre o cabelo, enredo desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães, alcançando apenas o quarto lugar. Nesse mesmo ano o presidente Wilsinho é eleito para comandar a agremiação.

No Carnaval de 2012, a Vila Isabel foi a última escola a desfilar no primeiro dia, com o sol bastante claro na Sapucaí levou o enredo “Você Semba Lá… Que Eu Sambo Cá – O Canto Livre de Angola”, sobre Angola num desfile que marcou a escola e fazendo ela ficar em terceiro lugar.

No Carnaval de 2013, a escola homenageou o agricultor com o enredo “A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo – Água no feijão que chegou mais um”. A Escola recebeu patrocínio de aproximadamente 10 milhões de reais da empresa alemã BASF, uma das maiores fabricantes de fertilizantes do mundo.. O desfile da Vila Isabel foi o último do segundo dia de desfiles. A Vila Isabel era considerada por muitos, tanto público quanto especialistas, uma das favoritas, juntamente com a Beija-Flor, Unidos da Tijuca de Paulo Barros e Salgueiro. No dia da apuração, porém, a Vila se sobressaiu sobre as demais escolas e conseguiu seu terceiro título no Grupo Especial, consagrando assim o melhor samba de 2013 composto por André Diniz, Arlindo Cruz, Martinho da Vila, Tunico e Leonel

A parceria de sucesso com a empresa BASF foi mantida para o carnaval de 2014, quando a agremiação falou novamente sobre o campo. Depois do título, a escola não conseguiu renovar os contratos do interpréte Tinga ,do casal de mestre-sala e porta bandeira Julinho e Ruth. além da carnavalesca Rosa Magalhães. trazendo Gilsinho, como novo cantor. o casal Marquinhos e Giovanna além do retorno do carnavalesco Cid Carvalho falando sobre os Biomas e Foclore brasileiro.

Meses depois, mais um contrato não foi renovado Paulinho Botelho que após dois anos, deixou o comando de bateria, que passa a ser comandada por Wallan. E na madrugada do dia 9 de dezembro, a escola escolheu seu samba para o carnaval de 2014, que mais uma vez foi da parceria de André Diniz, Evandro Bocão, Professor Wladimir, Arlindo Cruz e Artur das Ferragens. que derrotou outro samba, visto como favorito na escola, de: Tunico da Vila, Pedro Luís, Suzana Pires e Thales Nunes. Em novembro, o carnavalesco responsável por assinar o desfile de 2014 deixa a escola. A agremiação anunciou que uma comissão de carnaval com profissionais da casa iria elaborar o carnaval de 2014. Meses depois, Cid foi reintegrado novamente como carnavalesco da escola, após se desculpar e pedir uma segunda chance Ainda em 2014, o então presidente Wilsinho Alves, desistiu de tentar uma reeleição, antes disso, quitou todas as dívidas da escola, algo que estava estimado em mais de 800 mil Reais. Elizabeth Aquino, foi eleita Presidente da Vila Isabel para o triênio 2015/2016/2017.

Em 2015, a Vila Isabel ficou na penúltima posição na classificação dos desfiles com enredo sobre o maestro Isaac Karabtchevsky. Três meses depois do carnaval,a então presidente Elisabeth Aquino,renunciou ao cargo argumentando que havia entre ela e alguns membros da sua própria gestão uma incompatibilidade de pensamentos. Em seu lugar entrou Luciano Ferreira, que além de reforçar o carro de som com a chegada de Igor Sorriso – vindo da São Clemente, contratou o carnavalesco Alex de Souza que em 2016 desenvolveu o enredo “Memórias do ‘pai Arraia’ – Um sonho pernambucano, um legado brasileiro” que homenageia a cultura de Pernambuco e o político Miguel Arraes. Em 24 de dezembro de 2015 a escola perde o compositor Leonel, morto na porta de sua residência. No ano seguinte, num desfile visualmente melhor, a Vila Isabel foi a primeira escola a desfilar na segunda noite. Com um sambódromo ainda frio, a escola fez um desfile mediano e, homenageando Miguel Arraes, conseguiu um oitavo lugar, um desempenho melhor que em 2015, quando a escola ficou em 11º.

Em 2017, a escola renovou com Alex de Souza, e o enredo para a disputa do carnaval foi “O Som da Cor”. O samba-enredo foi tido por muitos no período pré-carnaval como um dos melhores do ano, e prometia no dia do desfile, No entanto, o que se viu na avenida foi um desfile muito abaixo do que se esperava, com alegorias e fantasias mal-acabadas. Mesmo com o excelente samba, a harmonia da escola não foi das melhores, e a Vila Isabel conseguiu apenas um décimo lugar.

Após uma sequência de péssimos resultados, a direção da escola resolveu arriscar e rescindiu o contrato de cinco anos com Alex de Souza e contratou Paulo Barros, vindo da Portela. Os dois trabalharam juntos na mesma Vila Isabel em 2009, num enredo sobre o Theatro Municipal, mas dessa vez o carnavalesco assinou o enredo de 2018 sozinho, com o auxílio de Paulo Menezes. Com o enredo “Corra que o futuro vem aí”, a Vila terminou em nono lugar.

Para o carnaval de 2019 a escola anunciou alguns reforços como o carnavalesco Edson Pereira, o coreógrafo Patrick Carvalho e o intérprete Tinga, que volta a Vila Isabel depois de seis anos.

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Fabio Silvahttp://#
Paulistano, Corintiano, casado, pai de dois filhos e um apaixonado pela cultura do Samba.

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